06 fevereiro 2007

Porquê

Digo não à continuação de um status quo podre em que as mulheres sofrem psíquica e físicamente devido à repressão e ao recurso à clandestinidade.
Digo não à hipocrisia que pretende despenalizar, existindo crime, mas não existindo sanção. É como dizer, não faças, mas se fizeres não te preocupes que não te acontece nada.
Digo não à perseguição injusta a mulheres que já sofreram o suficiente e que acabam na barra dos Tribunais, condenadas, oprimidas, suprimidas.
Digo não a uma sociedade em que um grupo impõe a sua vontade por força de lei e de ameaça a outro grupo que só pretende a liberdade de escolha.
Digo não a falsos moralismos em que indivíduos defendem teoricamente o que não fazem na prática.
Digo não à sobreposição de uma vida que ainda não o é, prejudicando permanentemente outra que ainda floresce.
Digo não ao escrutínio que se pretende impôr às mulheres quanto às razões pela qual decidem por uma via que é a mais difícil e não a mais fácil.
Digo não a todos os que pensam que não pretendemos ajuda social, apoio às mães, educação sexual, reforçar o uso dos métodos contraceptivos. Queremos isto, e muito mais.
Digo não a um voto inútil que mantém imutável o estado de uma Nação decrépita, os valores de um Estado em falência.
Digo não, e por isso voto sim.

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

digo sim ao G!
shabu

17:54  
Blogger G! said...

a minha fã número 1

18:20  
Blogger purita said...

disponibilizarás porventura um email para onde possa escrever?

12:31  
Anonymous Anónimo said...

Porque não,o não?
E que despenalizar por despenalizar para sermos "iguais" a Paises como Holanda,Espanha, Inglaterra,não.E que eles não estão tão modernos como nós pensamos,que País moderno é aquele que ainda tem casos de Racismo, grupos separatistas,matam pessoas só porque tem uma orientação sexual diferente e arrogância com a mania de superioridade? O que quero dizer com isto é que temos que ser nós próprios,ter a nossa própria maneira de viver e saber viver com pessoas que não tem o mesmo gosto que o nosso, a mesma cor que a nossa,o mesmo credo que o nosso,a mesma orientação sexual que a nossa.Quando aceitarmos a diferença,aí sim podemos disser que somos um Pais moderno adaptado aos tempos que correm e que em nada deve aos Países chamados de modernos.
Claro que a mulher e que sabe quando deve é pode ter o filho,mas tem que ser o governo a criar condições de todo o tipo para que as pessoas optem por ter os filhos em vez do não os terem.
Eu defendo não, não porque queria ver uma mulher sofrer (ganhe o sim ou o não continuará a sofrer),mas porque acredito que naquele Feto/embrião(chamem como quiserem)há vida, que esta num estado permanente de desenvolvimento.E verdade que o Feto/embrião ainda não atingiu um estado pleno de consciência,mas sendo o próprio feto/embrião composto por um conjunto de celulas vivas, logo é vida.
Casualidades sempre existiram e vão continuar existir,não aceito e que nos tempos de hoje é com as doenças que existem,sejas-se muito irresponsável.Não aceito que as pessoas tenham relações sexuais sem ter consciência no que daí possa advir, e depois porque não calha poderem ter os filhos vamos lá abortar.Isto não aceito.É uma opinião, não passa disto mesmo,e que cada um faz como quiser.

P.I.N.O.C.H.E.T

15:30  
Anonymous Anónimo said...

Carta à carta aberta do Pinochet.
Em primeiro lugar,deixa-me que diga que as pessoas estão a fazer confusão em relação aquilo que se quer saber no referendo.Eu também fiz confusão,porque o que é perguntado no referendo não é se concordamos ou não com a aborto,mas sim se as pessoas que o fazem devem ser responsabilizadas criminalmente por tal.Em segundo,sem querer desculpabilizar-me,acho que todos nós estamos a ser vitimas de uma desinformação, porque na realidade não se sabe nada ou quase nada do projecto lei que eventalmente pode vir a ser aprovado pela maioria dos portugueses.Não se sabe como é que é feito,em que condições,onde vai ser feito,os custo quer para o utente quer para o herário publico,enfim quer-se aprovar uma coisa que a maior parte de nós não sabe nada.E depois tomamos uma posição mais emotiva, em vez de pararmos para reflectir,de ver realmente o que é melhor para as nossas mulheres que sofrem e vão continuar a sofrer,não o fazemos.Acho que o que conta aqui é referendar-se,exercer esse direito,não a pensar naquilo que é melhor para nós,mas naquuilo que possa ser melhor para as mulheres.E caso para usar o famoso dito popular,não faças a(s)os outro(a)s aquilo que não queres que façam a ti.Que pela primeira vez pensemos não como homens ,mas como mulheres.


Pinochet (olá marisol)

15:27  

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