10 Julho 2009
Acerca de mim
Seeb International Airport. 38 graus secos, uma luz quase cegante. Um ar quente proveniente do deserto. Cheguei via Qatar Airways ao aeroporto de Muscat por volta das 13h00, a pior hora possível em termos de calor. A capital de Omã acolhia-me, mas o meu destino final era Khasab, a norte de Muscat, na Península de Musandam. Nesta zona nevrálgica controlava-se o estreito de Hormuz e grande parte de todo o comércio do petróleo da região. Um ataque terrorista tinha danificado um petroleiro atracado no porto de Khasab, mas a informação tinha sido contida pelos serviços secretos locais. A minha missão era monitorizar as actividades de grupos radicais, dissidentes do Sultão Qaboos, que tinham recentemente assassinado um membro da câmara Majlis al-Shura, eleita por voto popular, da etnia Baluchi. Tinha sido encontrado com a língua cortada e as pernas e braços decepados à porta da Grande Mesquita da cidade. Receava-se que a desestabilização da região pudesse afectar a distribuição de petróleo com os consequentes efeitos a nível mundial. Ia ficar uma noite no Ruwi Hotel antes de iniciar a viagem através do deserto. Tinha que ganhar forças para a jornada de todo o terreno que me esperava.



2 Comments:
a presença de outros às vezes traz-me desejos de solidão...:-)
isso é muito melhor...
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