01 setembro 2006

Não quero

Não quero viver num mundo assim.

Tenho o defeito de acreditar na palavra das pessoas. Sou demasiado crédulo. Ingenuidade chamam-lhe alguns, prefiro chamar-lhe réstea de infância.

Mas vou aprendendo, para meu mal, que neste T0 com vista para o mar, quem vence são os que mentem, ludibriam e que não são recompensados os que verdadeiramente merecem, antes aqueles que apunhalam para merecer.

Não sou invejoso, não pensem isso. Fico contente com o sucesso alheio quando é genuíno, nobre, mas isso raramente acontece em Portugal.

Não quero viver num país assim, com mentes assim, mentes que mentem, e por isso vou continuar a ser como sou, por entre os dissabores que daí advenham, porque acredito que é o caminho certo, o caminho mais puro, o percurso mais enriquecedor.

A réstea de infância há de vencer.

4 Comments:

Blogger Robino do covil said...

Já eu adoro mentir, roubar e enganar :-)

PS- Tens sempre uma hipótese: baza pró estrangeiro.

00:57  
Blogger G! said...

Robino, já vivi 11 anos lá fora.

Eu não quero, para já, viver no estrangeiro, quero é que isto por cá mude, ou comece a mudar.

Abraço

09:55  
Blogger Bluedog said...

Bem aventurado o Velho que sabe guardar uma réstea de infância, dele será a celebração da Vida !

21:47  
Blogger Catwoman said...

tu nao vives num mundo assim..
é só um bocadinho da tua vida e que no fundo nao conta nada para o fundamental daquilo que tu és.

01:43  

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